O Museu Regional de Arte (MRA) foi fundado em 26 de março de 1967, inicialmente com o nome de Museu Regional de Feira de Santana, por iniciativa de Assis Chateaubriand, em parceria com Odorico Tavares. Sua criação integrou a campanha nacional de incentivo à arte promovida por Chateaubriand, e o acervo inicial contou com doações de obras inglesas e de artistas brasileiros, além de peças representativas da cultura sertaneja, como indumentárias e utensílios em couro. Nos primeiros anos, o museu esteve sob responsabilidade da prefeitura municipal antes de ser incorporado à Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) em 1985, o que garantiu maior estrutura administrativa e científica.
Em 1995, o museu foi transferido para sua sede atual, no Centro Universitário de Cultura e Arte (CUCA), adotando oficialmente a denominação de Museu Regional de Arte. Desde então, tem se dedicado exclusivamente às artes visuais, promovendo exposições de artistas locais, nacionais e internacionais, além de desenvolver projetos educativos e culturais que consolidam sua importância como referência no cenário artístico e cultural da região, contribuindo para a valorização do patrimônio e da identidade cultural de Feira de Santana e cidades vizinhas.
O Museu Regional de Arte (MRA) constitui-se como um espaço cultural contemporâneo, que transcende a função tradicional de preservação de obras, assumindo um papel ativo na construção de identidade, memória e cidadania para a população de Feira de Santana – Bahia. O museu articula exposições, programas educativos, projetos comunitários e ações de mediação cultural que aproximam diferentes públicos da arte, promovendo experiências participativas, inclusivas e reflexivas. Nesse contexto, o MRA atua como um agente de democratização cultural, estimulando o pensamento crítico, o diálogo sobre diversidade e pluralidade de expressões artísticas, e a valorização do patrimônio material e imaterial da região. Além de contribuir para a educação formal e informal, o museu oferece oportunidades para que visitantes, estudantes e pesquisadores compreendam a arte como instrumento de análise social, histórica e estética. Ao conectar o acervo a questões contemporâneas, o MRA se consolida como um espaço transformador, capaz de promover engajamento social, ampliação de perspectivas culturais e fortalecimento da identidade regional, reforçando seu papel como referência no cenário artístico e educativo do estado da Bahia.
